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Resenha

O Não Famoso – Capítulo 1

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O Não Famoso é uma série de histórias escritas por mim, Paulo, que contam a minha relação com a internet e seus fracassos. A ideia é chegar até o atual momento e contar casos e curiosidades sobre o Rolê de Casal também. Fiquem com o Não Famoso – Capítulo 1 – Os Primeiros Fracassos Virtuais

 

O NÃO FAMOSO

CAPÍTULO 1 – OS PRIMEIROS FRACASSOS VIRTUAIS

Estou num momento mais recluso, justo o momento onde eu quero e preciso fazer mais pelo Rolê de Casal, trabalho que exige muito de mim e da Vanessa. Nesses momentos, minha cabeça que parece uma centrífuga fica pior e eu preciso produzir, do jeito que dá!

Pretensioso eu sempre fui, e serei novamente escrevendo essa história que pretendo transformar em livro mesmo tendo lido pouquíssimos livros na vida. Para isso, terei a ajuda da minha fiel companheira que a princípio vai revisar a minha relação com a internet e posteriormente irá dividir as páginas comigo para contar os capítulos do Rolê de Casal, o auge do Não Famoso que vos fala.

Esse pseudo livro não mudará sua vida, não será engraçado e não é uma autobiografia de um homem de 30 anos frustrado – embora rendesse boas histórias. É apenas a história de um youtuber, como se já não fosse chato o suficiente, será a minha história. Sem milhões de visualizações, sem carros, mulheres, iates e mansões.

Vocês não me conhecem por um grande feito e muito menos pela minha relevância artística, talvez vocês nem me conheçam. Mas eu estou aqui para isso, ou não, a gente se acostuma a não ser famoso. A gente se acostuma até com internet discada, sério, mas você ai lelek nova geração nem deve saber do que eu estou falando.

Então vamos viajar, afinal, livros são para isso e cannabis também. Brincadeira, não usem drogas, apenas fechem seus olhos e…. Pera, eu não manjo mesmo de livros, o mané aqui manda o leitor fechar o olho, foco, apenas imagine.

O ano é 1995 – eu acho – eu tinha uns 10 anos e meu pai que trabalha com identidade visual comprou um computador para poder trabalhar em casa também. Meus irmãos – tenho dois, um irmão mais velho e uma irmã gêmea – não ligaram muito, mas eu via muito potencial naquilo e quando meu pai me apresentou o ICQ, o Messenger da época, eu achei surreal.

Me lembro como se fosse hoje do barulho do Fax Modem, aparelho que se conectava a internet através da linha telefônica e que por muitos anos manteve o telefone de casa ocupado e a conta um pouquinho alta. No início eu usava pouco o computador e minha onda era o Bate Papo Uol, me lembro até hoje da menina – eu acho – que conheci lá, Kaká, uma menina que tinha 15 anos e achava que eu também tinha, todo mundo mente no Bate Papo Uol desde os primórdios. Para mantermos contato eu dei o e-mail de trabalho do meu pai, ter e-mail naquele tempo era luxo, ainda mais para uma criança de 10 anos.

Aproximadamente 4 ou 5 anos depois, tamanha foi a minha identificação com a tecnologia, eu já me metia a fazer reparos no computador de casa, que era o mesmo. A internet ainda estava engatinhando, mas se popularizava cada vez mais e um esboço do que é o entretenimento online já existia ali. Eu sempre fui metido, queria ter feito teatro, queria ter sido um Chiquitito e diziam: Aham, senta lá Paulo! Se você leu o livro do Felipe Neto, perceba as similaridades, tirando a parte do famoso e bem-sucedido vlogueiro, claro.

Voltando, eu queria aparecer e mostrar o que eu gostava, para os hoje chamados geeks, de plantão. Criei com um amigo o site “Rock e Anime”, após fuçar muito o frontpage, programa para fazer sites que comprei num camelô – sim, a pirataria já rolava –. Hospedado pelo nostálgico Geocities, na época eu curtia muito Dragon Ball Z, Pokémon e Charlie Brown Jr.

Eu nunca sofri bully, mesmo tendo tudo para sofrer; baixinho, voz fina e asmático. Pelo contrário, eu era muito folgado, mas meu lance não era socializar, eu queria ficar no mundo virtual e criar, me comunicar. Eram poucos os portais, o entretenimento era escasso – as revistas ainda bombavam -, eu não fazia a mínima ideia do que eu estava fazendo, ninguém fazia, talvez pudesse ser pioneiro, mas a verdade é que não ficou famoso e o “projeto” foi descontinuado, o primeiro fracasso virtual.

Nesse período eu esperava ansiosamente a sexta, a partir da meia noite era cobrado um pulso único no telefone e eu poderia navegar de graça, lembro que nessa época já existiam também os provedores gratuitos, saudades IG. Vou falar a verdade, 90% do que eu consumia era pornografia, desde os primórdios essa é uma das principais funções da internet, só que ver uma simples foto era uma luta, as coisas eram muito mais difíceis no meu tempo.

O que eu quero dizer é que a internet já chegou como coisa séria, e hoje mudou o cenário do entretenimento, a geração atual mal usa TV e computador, consomem conteúdo online direto do smartphone e por isso o dinheiro chega cada vez mais pra banda larga.

Mas ainda não está na hora de voltar para o presente, vamos continuar essa viagem supimpa ao passado na nossa nave Plunct Plact Zum, tá, não vamos voltar tanto e continuar em meados de 1999. Ali já existia uma vontade clara de me comunicar, produzir conteúdo e que foi engolida pelos males da adolescência, eu só queria saber de usar o ICQ e posteriormente o embrião do MSN Messenger para xavecar as tetéias, sim, tetéia é escroto e a palavra foi muito usada num projeto futuro.

A verdade é que os adolescentes já estavam mudando o jeito de se comunicar, a internet influenciava muito a nossa geração e trouxe novos conceitos. Por volta de 2002 ou 2003 eu estava devastado, tinha acabado o colegial, terminado um namoro adolescente doentio que durou 3 anos – uma vida para um jovem – sem emprego, sem estudo, sem saúde e sem perspectiva o que restava era a internet. Eu precisava vomitar meus problemas e a solução foi criar o Blog “Pequeno Mas Louco”

Nascia o conceito de blogs e foi uma pequena febre, surgiram alguns pseudo famosos e eu tentei pegar carona. Customizei meu template do blogspot com o que havia aprendido no frontpage lá atrás, sim, eu era um jovem inteligente e autoditada e entrei para o mundo dos blogueiros, escrevendo poesias adolescentes depressivas em meio a aspirantes de jornalistas. Mais uma vez, pretensioso, dei as caras e conseguia vez ou outra alguns comentários, mesmo alguns sendo retribuição do spam que eu havia feito no blog alheio, nascia ali o conceito de ser babaca na internet também.

O Blog nunca foi relevante mesmo tendo como parceiros bons blogs da época que persistiram com profissionalismo durante bons anos. Lembro de blogs desse saudoso tempo que ainda estão online, mesmo que desativados, o “Tamos com Raiva” é um deles, joga no google que ainda existe.

Você deve estar se perguntando: Por que esse nome escroto meu deus? Pequeno, porque eu sou e sempre fui baixinho e louco porque sempre fui louco. E eu era muito louco mesmo, não por usar nada, eu fumava um pouquinho aqui, bebia um pouquinho lá e isso até me prejudicava porque eu era e continuo sendo extremamente alérgico, mas o que pesava mesmo, talvez até em função das alergias também, é que eu sofria de uma forte ansiedade e estava deprimido. Tudo isso somado a minha criatividade e a veia artística de expor meu sofrimento para o mundo resultou no não-famoso blog “Pequeno Mas Louco”.

Talvez eu ainda tenha o caderno com as anotações e poemas das postagens que eu fazia na época, lembro que um dos principais textos do blog se chamava “extrovertida solidão”. Foi uma fase de muito sofrimento mas também me fez descobrir que tudo que eu sentia poderia ser transformado em conteúdo, poderia ser aproveitado de forma útil embora o blog também tenha morrido no anonimato.

Isso tudo meu deu a certeza de que eu queria estudar Design Digital, curso na época novo, e pelo que me lembro só a Anhembi Morumbi possuía. Cheguei a fazer o famoso vestibular tropeçou entrou, mesmo tendo feito a prova sobre forte ansiedade e enxaqueca, chutando tudo, eu entrei! Infelizmente meus pais não podiam pagar a faculdade e além de eu não ter lá muita saúde mental para me comprometer com algo, não tinha nenhuma experiência profissional para conseguir um emprego que pagasse a faculdade. Mesmo assim eu tentei, lembro de algumas entrevistas.

Uma delas no Shopping Plaza Sul, não lembro do que era a loja mas o entrevistador me perguntou por que eu tinha dois brincos na mesma orelha e eu respondi que era porque na embalagem vinham dois, nem preciso dizer que não rolou né. Fiz uma outra no Habib´s do mesmo shopping e eu só teria o emprego se cortasse o cabelo que era comprido, não rolou. Tentei também um outro local, lembro que a entrevistadora perguntou por que eu usava aquele projeto de barba, e ela mesmo respondeu que eu não devia conseguir tirar por causa das espinhas, que tenho até hoje, eram outros tempos e o preconceito era muito maior, portanto, não reclamem hein leleks.

No fim das contas, eu estava desiludido de tudo e voltei a usar a internet apenas para encontrar as tetéias e ver alguns peitos sendo carregados pela internet discada, foram aproximadamente dois anos nessa vida, até que duas coisas iriam mudar na minha vida, eu teria um emprego e chegaria a primeira grande rede social de sucesso aqui no Brasil, e eu continuaria não famoso, mas isso é papo para o próximo capítulo.

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Videomaker, Técnico em informática, ex-Sacripanta, Vj da ex-mtv por 15 minutos e o mais importante, namorado da Vanessa, a parte do casal que presta nesse blog!