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O Não Famoso – Capítulo 3

O Não Famoso é uma série de histórias escritas por mim, Paulo, que contam a minha relação com a internet e seus fracassos. A ideia é chegar até o atual momento e contar casos e curiosidades sobre o Rolê de Casal também. Fiquem com o Não Famoso – Capítulo 3 – O lado negro da força.

Caso você tenha perdido o Capítulo 2, LEIA AQUI.

O NÃO FAMOSO

CAPÍTULO 3 – O LADO NEGRO DA FORÇA

É terça à noite, estou escrevendo esse capítulo um dia antes de ser publicado no blog.  Não existe planejamento algum, os capítulos vão nascendo diante da necessidade de alimentar o Rolê de Casal com conteúdo original.

Se eu tivesse uma empresária ou assessora (poderia ser empresário ou assessor também), o fato é que, seriam loucos de investir em mim. Digo, certamente não me deixariam escrever esse projeto de livro ou dariam uma direção completamente oposta para as histórias.

Artistas são produtos, é tudo programado, e certamente nenhuma marca quer se associar a uma imagem de fracasso. Mas aqui não existe um personagem, sou eu, nu e cru (ui), contando histórias que eu acho que merecem ser contadas para você, que produz conteúdo para a internet apenas por paixão e não desfruta dos carros, iates, mansões e mulheres, ou simplesmente quer saber os bastidores de tudo que já produzi, principalmente do Rolê de Casal.

A minha maior referência para escrever é o livro de um Youtuber de sucesso, o Felipe Neto. Enquanto no livro dele existe a preocupação de contar uma história de sucesso motivacional e de mostrar um artista multifacetado (porra, multifacetado é uma palavra muito escrota e coxinha, nunca utilizem ela para agradar um artista), eu, pretensiosamente, estou querendo traçar um paralelo e trazer conforto para você, jovem que ainda está buscando seu lugar ao sol. “Tamo” junto!

Portanto, se você chegou até aqui, você deve estar muito fodido, digo, você deve estar gostando do projeto, mesmo eu utilizando a palavra fodido, e nesse caso, o fodido é você. OBRIGADO!

Vamos voltar no tempo novamente, pera que eu vou abrir o blog e ver onde parei…

O ano é 2007, acho, você não deveria esperar que eu seja tão preciso tantos anos depois. Eu deixei o emprego de Professor de Informática numa escola atrapalhada, onde aprontávamos altas confusões com o Polegar, a Angélica e o Supla (quem lembra?), e fui trabalhar como auxiliar de suporte técnico, numa empresa que tinha forte relação com a internet.

Para a época, até que o salário não era tão ruim, e eu poderia me acostumar com a rotina de um escritório. Eu sabia o básico e esse emprego foi uma grande escola para eu aprender mais sobre hardware e redes, e o mérito é todo do Rodrigo, mais conhecido como Feijão, meu superior que me ensinou todos os paranauês (é assim que se escreve?). Não vou citar nomes aqui, claro, mas quando é algo extremamente positivo, acho bacana dar o crédito.

No começo, embora fosse preciso muita paciência para lidar com os usuários de computador, (embora deva ser difícil lidar com usuários de crack também), foi tranquilo. A principal ferramenta da empresa eram os computadores, alguns eram primos mais novos dos dinossauros, portanto, havia uma disputa entre os funcionários por reparos no computador, troca de periféricos e hardwares (eu quis falar bonito, disputavam mouse e teclados novos mesmo).

Por isso existiam as famosas ordens de serviço, que ninguém queria usar, e por isso, passear pela empresa era perigoso. As pessoas disputavam a minha atenção na esperança de ganhar um mouse novo, uns eram mais agressivos e outros puxa-saco, mas no fim todo e qualquer problema era culpa do suporte, que deveria fazer milagre para transformar Fusca em Ferrari.

Pouco tempo depois, a empresa cresceu e mudou para um lugar muito bem estruturado e com computadores novos. Foi aí que eu percebi que o problema não eram os computadores e sim os usuários, as reclamações continuavam as mesmas.

Lembro que eu participei da mudança, na madrugada de um domingo frio, levamos o servidor da empresa até a Diveo em Barueri. Joga CPD ai no google, é para essa sala que você vai quando acorda da Matrix, e é para lá que eu ia as vezes, um futuro distópico.

Eu utilizei os mesmos recursos que descobri quando era professor para lidar com os usuários, ser gente e fina e descumprir regras. Funcionou, logo eu me tornei amigo da maioria e ainda passei o rodo geral. Mentira, não passei o rodo geral, foi só para ficar engraçado e enaltecer o meu ego de macho alfa.

Vou aproveitar e pedir desculpas a todos os leitores que esperam que eu seja sempre fofo (pelo menos os que não conheceram o Sacripantagens), a Vanessa que é obrigada a ler cada coisa, a mãe dela que é nossa leitora assídua (e eu não posso esquecer disso) e ao meu pai, que sempre tece comentários quando eu público algo.

Voltando para a história, eu arrumei outro namoro bem conturbado, com uma funcionária da empresa, e a rotina de acordar às 5:30 da manhã para lidar com a pressão dos usuários (hoje chamo eles assim, na época via os usuários como gente, e esse foi meu erro, rs) estava me matando. Somado ao fato de que eu já não estava mais cuidando da minha saúde e levando ela ao limite, fumando que nem um porco asmático, eu explodi. Fiquei completamente desiludido com a profissão e deprimido, em menos de 6 meses eu me demiti e taquei o foda-se pra tudo.

Causa até um desconforto lembrar dessa época, porque eu fiz muita merda e arrumei muitos problemas.

2008 foi pesado, mas eu passei por ele, e continuei fazendo merda, quer dizer, descobri nas noitadas e abusos um jeito de preencher o vazio que eu sentia. Calma que isso não vai virar drama e nem autoajuda, mas é importante contar essas histórias, e só é importante porque eu acho que é.

Eu andava por aí, sem um puto no bolso, e me metia em cada buraco que até o lado negro da força duvida. Eu estava “revolts”, nessa época. Conheci muita gente que não presta, mas muita gente interessante também. Era comum rolar uma rodinha de violão em um dos pontos de encontro da época, um bar na Ana Rosa, e as vezes eu me aventurava a cantar. Eu canto mal, mas as pessoas já estavam alteradas a ponto de gostarem, e sempre que alguém puxava um Pop Rock eu divertia essa galerinha esperta em busca de altas aventuras, na Sessão da Tarde.

Eu gostava daquilo, de entreter e de me comunicar. Lá eu conheci o Grilo 13, um Rapper que tinha uma certa relevância no meio, ele não deve lembrar, mas foi em função disso que futuramente eu gravei uma entrevista com ele para o falecido Sacripantagens. Passava por lá também algumas figuras que viriam a se destacar na música, é o caso de um cantor de MPB, que gravou um CD, mas infelizmente eu não lembro o nome dele, não é minha praia, foi mal.

Foram essas manifestações artísticas que me fizeram enxergar que eu poderia fazer alguma coisa ao invés de ficar parado, só não sabia o que.  Eu via alguns clipes do Grilo no Youtube, a rede social de vídeos começava a se popularizar por aqui, e por lá conheci dois moleques que também mandavam um som, Max e Pi. A questão nem era se o som era bom ou não, mas tinha gente criando de forma independente e publicando no Youtube. Estou falando de 2009, ainda não havia acontecido o boom dos Vlogs no Brasil, e eu não acompanhava nada que vinha de fora, mas ali nascia a primeira vontade de produzir algo para o Youtube.

O tempo passou e eu sofri calado, mentira, o tempo só passou e aquela vontade ficou latente em mim. Até que um vídeo mudaria a minha vida para sempre, mentira de novo, mas me faria tomar coragem para fazer o meu primeiro vídeo, mas isso eu

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Videomaker, Técnico em informática, ex-Sacripanta, Vj da ex-mtv por 15 minutos e o mais importante, namorado da Vanessa, a parte do casal que presta nesse blog!