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O Não Famoso – Capítulo 6

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O Não Famoso é uma série de histórias escritas por mim, Paulo, que contam a minha relação com a internet e os bastidores do canal Sacripantagens. Fiquem com o Não Famoso – Capítulo 6 – Jogo da Corrente e Transporte Público.

Caso você tenha perdido o Capítulo 5, LEIA AQUI.

O NÃO FAMOSO

CAPÍTULO 6 – JOGO DA CORRENTE E TRANSPORTE PÚBLICO

Atualmente, o Youtube está cheio de TAGs. Para quem não sabe, além de TAG ser etiqueta em inglês (já pode dizer que o livro serviu para alguma coisa, ou não), é também uma espécie de corrente em vídeo. Alguém cria uma ideia, por exemplo, maquiar o namorado (sim, a maioria das TAGs são bestas) e outros Youtubers fazem o mesmo. Principalmente para aproveitar a popularidade de determinada TAG ou por falta de criatividade.

Eu sei, eu já fiz várias no Rolê de Casal e, posso dizer que é um ótimo tapa buraco, algumas realmente são interessantes. Porém, em 2010, as TAGs (chega de repetir TAG, caramba) se chamavam correntes e, promoviam a interação entre os vlogueiros da época.

A primeira corrente que surgiu, adaptada de uma ideia de um vlogueiro inglês pelo Leon, do extinto canal L Reporta, consistia em dizer cinco coisas que as pessoas não sabiam ao seu respeito e indicar mais três vlogueiros para participar. Quando eu fui indicado, a corrente já estava se tornando febre e todo vlogueiro queria ser indicado, principalmente se fosse por algum canal grande, que resultava em um grande número de visualizações. Talvez aí, nascia o conceito de Colab (colaboração entre os Youtubers).

Fiz a corrente, e como eu sei que você quer continuar não sabendo cinco coisas sobre mim, vou te contar elas:

1-   Eu guardo com muito carinho alguns bonecos dos Cavaleiros do Zodíaco, que fizeram parte da minha infância. E se você quiser me dar um, ficarei muito feliz.

2-   Eu adoro filme de terror, principalmente Trash. Se for Sexta-Feira 13, com o querido Jason, melhor ainda!

3-   Eu fazia meus próprios quadrinhos. O nome do meu herói era Artex. Possivelmente a marca de roupas de banho fez alguma propaganda com mensagem subliminar e deixou uma cicatriz no meu cérebro. Brincadeira Artex, amo vocês, me manda uma toalha que a minha esta foda!

4-   Eu gostava de Beverly hills 90210, o famoso Barrados no Baile (que nome escroto que foram arrumar). Deixa eu me defender, quando passava na Globo eu não tinha muita opção e, depois, quando revi na tv a cabo, foi por nostalgia e pela tetéia da Brenda.

5-   Eu era viciado em descongestionante nasal. Não sou mais, um exemplo de superação.

E foi assim que o mundo, mentira, que quase duas mil pessoas, ficaram sabendo cinco coisas inúteis sobre mim. As TAGs ajudaram muitos vlogueiros que precisavam de uma indicação. Se não me engano, o PC Siqueira e o Felipe Neto também fizeram essa corrente (acabei de pesquisar aqui e, sim, o Felipe Neto fez e indicou os Vagazoides).

A partir daí as correntes se tornaram algo comum no Youtube Brasil e, para o seu azar, você encontrará no decorrer deste livro mais algumas histórias sobre elas.

Seria ótimo se novas correntes tivessem surgido logo em seguida, a verdade é que eu não fazia a mínima ideia do que fazer para atingir um grande público. Todo mundo que havia estourado até então, na sua maneira, era muito bom e cada vez mais eu sentia a necessidade de estudar e fazer novas parcerias.

A popularidade dos Vlogs no Brasil tinha apenas alguns meses e ninguém sabia exatamente o que estava fazendo e aonde aquilo iria chegar. As empresas ainda não levavam o Youtube a sério, quem dirá então minha família, que já começava a me criticar por estar fazendo vídeos ao invés de trabalhar. Não rolou estudo e nem novas parcerias, era apenas eu, minha criatividade, uma câmera sem vergonha e um computador velho novamente.

Após pensar muito em um tema que fosse senso comum, resolvi escrever sobre Transporte Público. Na época, pagávamos aqui em São Paulo, R$ 2,70 no ônibus e R$ 2,65 no metrô para nos locomovermos com conforto e segurança. Na prática não era, e continua não sendo assim.

Esperar um ônibus durante uma hora ou enfrentar o transporte público lotado e ainda ter que aturar um monte de gente sem noção, pode gerar histórias no mínimo engraçadas. Foi pensando nessas histórias que, resolvi ousar, e fazer esquetes. Como se não bastasse, algumas delas seriam externas, eu realmente não tinha noção do que eu estava fazendo.

Usando de referência o vídeo Muvuca, que teve uma certa repercussão positiva, resolvi aprimorar o formato e aproximá-lo um pouco mais do que eu idealizei desde o começo. O problema é que eu escolhi algo mais difícil ainda do que fazer um bom monólogo, que já era complicado para mim e, minhas referências vinham da televisão, formato que nunca funcionou direito na internet.

Resolvi arriscar, escrevi o roteiro do vídeo e gravei as cabeças de abertura, encerramento e dos esquetes. Ficou ruim! Meu problema em parecer natural continuava, definitivamente ficava claro que eu nunca havia tido uma aula de interpretação, mesmo sendo parente da Myriam Muniz. Era o que eu podia fazer, minhas esperanças agora estavam nas esquetes.

O Fernando e o Mario não puderam gravar esse vídeo, que contou apenas com a participação do Gabriel e do David. A primeira cena que gravamos, de forma intuitiva, ou seja, sem nenhum tipo de direção, foi em um ponto perto de casa. Eu simulava que estava jogando por horas snake no celular, quando finalmente meu ônibus resolve passar e eu perco ele.  Para piorar, um meliante, que claro, foi o papel do David, rouba meu celular. Se identificou?

Para ser sincero, considerando que a gente nunca havia feito aquilo, e que tinha tudo para ser um desastre total, até que ficou bom. Animados com o resultado, gravamos mais duas esquetes externas. Um cara sem noção que escuta Justin Bieber no celular, sem fone e, uma mulher, no caso papel do David também, claro, que sofre assédio enquanto espera uma eternidade o ônibus passar.

Missão cumprida, o problema era como iríamos gravar as cenas que se passam dentro do ônibus e metrôs lotados, sem estar num ônibus e metrôs lotados. Se fosse hoje, eu improvisaria um chromakey, mas gravar no meu quarto e contar apenas com a imaginação dos inscritos, era o único recurso que eu disponibilizava na época, e cá entre nós, tem seu charme.

Gente que precisa de um banho, tarados, bêbados e folgados, tudo isso foi retratado nas esquetes. Acho que fomos bem-sucedidos, descobrimos que tínhamos uma certa vocação para atuar, isso não quer dizer que fizemos um Porta dos Fundos (que ainda não existia), mas passamos a mensagem.

Dessa vez, nosso formspring tinha algumas perguntas e, resolvemos responder em vídeo. Prática que se tornou muito comum atualmente entre os youtubers, e também ganhou um nome novo, FAQ. A sessão de beijos continuou, porque sou da geração em que as crianças mandavam beijos para o papai e para mamãe, no programa da Xuxa.

Eu estava ansioso para ver o resultado final, editei aquele monte de vídeo (de qualidade bem duvidosa) no VideoPad, o bloco de notas dos editores, e nascia o vídeo Transporte Público.

O Vídeo foi ao ar dia 04/06/2010, fiz a divulgação dele em canais amigos, Orkut e todo lugar que pude. Foi muito bem recebido pelos demais vlogueiros e os poucos inscritos do canal, que naquela época ainda recebiam os vídeos, né Youtube. Logo, o vídeo chegou até alguns vlogueiros que já haviam conquistado uma certa relevância e números que batiam milhões de views.

Um desses canais era o do Vagazoides, que gostou do vídeo e, por isso, resolveu indicar o Sacripantagens, linkando o canal na sua box do Youtube. A box era, e ainda é, um espaço onde você indica um canal amigo. No dia seguinte, comecei a ganhar milhares de inscritos e o vídeo passou de três mil e seiscentos visualizações. Foi o pontapé que eu precisava para superar todas as críticas que eu recebia das pessoas ao meu redor e continuar fazendo vídeos, com o Vagazoides como “padrinho”, talvez a coisa pudesse dar certo.

 Vídeos Citados:

L Reporta – Jogo da Corrente

Felipe Neto Vlog – Jogo da Corrente

Sacripantagens – Transporte Público 

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Videomaker, Técnico em informática, ex-Sacripanta, Vj da ex-mtv por 15 minutos e o mais importante, namorado da Vanessa, a parte do casal que presta nesse blog!